14/01/2016

Cara (o) jovem,

Não sei como redigir a alguém cuja a história e a face desconheço, por isso aqui irei me referir a você como jovem, porque independente da sua idade a juventude é a unica fase que permanece imutável. E é provável que me diga que estou errada, mas veja bem, quero lhe dizer que quando jovem realizamos loucuras, amamos intensamente, sonhamos com o mundo e nos tornamos eternos. Tudo e quando digo tudo, quero dizer absolutamente tudo que fazemos durante nossa juventude permanece. Na memória, nos lugares, em fotos e em cada canto do universo. Não consigo dimensionar a probabilidade de você ler isso um dia ou mesmo lhe afirma que chegará à ler. As coisas que escrevo não são do tipo que Cora Coralina escreveu, das crônicas de Clarice Lispector  ou tão  das altruístas e sinceras frases de Tati Bernadi. O que escrevo aqui honestamente não é do tipo que mereça uma manchete ou livro, é apenas rascunhos de uma adolescente qualquer, uma vida com rotinas, horários, decepções e surpresas.
 Alguns definiriam como diário virtual, mas perdoe-me pela ousadia mais com certeza não é. A escrita é uma velha amiga minha, nos conhecemos bem cedo,  quando eu ainda não sabia dimensão do mundo. 
 Não conte as estrelas não é uma ideia bem elaborada ou que foi planejada, na verdade é fruto de uma paixão antiga pelas estrelas e seu universo. Fruto de uma imaginação de alguém que precisava conversar, por a vida em ordem,sonhar e viver.
Não sei se alguém chegou aqui e leu ou mesmo entendeu, mas bem não leve a mal esse meu universo.

Obrigada de qualquer forma ... 
" As estrelas estão lá ....  elas sorriem a cada palavra .." 


pos

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